Volta e meia me pego apreensiva, me cobrando sobre o compromisso que fiz comigo mesma de compartilhar aqui tudo aquilo que me desperte a necessidade de expulsar desse depósito multicolorido e supercarregado que é minha mente.
Pensar nas diligências que devo cumprir num futuro muito próximo tem sido a minha maior preocupação. Não me sinto revigorada pelas férias, preparada para enfrentar o novo ciclo que me aguarda. Bem verdade, não soube aproveitá-las da maneira mais saudável. Tenho poucas, mas consideráveis novidades. Mudanças bruscas, mas que não me tocam com a mesma profundidade de outras. O curioso é que, junto com tudo isso, a minha vontade mais constante é de me resguardar, me privar de exposições.
Apesar de as mudanças não me perturbarem, o fato é que, estar me ocultando, por mais incrível que pareça, não é contraditório. Não pra mim.
Os motivos pelos quais demorei pra voltar a postar algo aqui já foram explicitados, devidamente justificados pelas responsabilidades que inevitavelmente terei que assumir. Entretanto, tempo eu tenho. Quando realizamos aquilo que nos engrandece, que eleva a nossa auto estima e nos traz a sensação de utilidade, se valer do pouco tempo que resta dos compromissos, não implica, de maneira alguma, um sacrifício.
Só me resta reencontrar a parte do meu ser que por muitas vezes teve inestimável prazer em socializar, que tinha a comunicação como alimento indispensável ao bom relacionamento.
Talvez eu precise me reiventar. E quem sabe descobrir uma outra "qualidade" que me faça tão bem quanto a que agora me faz sentir tão estranha. Até que esta, para mim, indispensável, se resolva com as minhas confusões e aceite que agora só resta espaço para ser coadjuvante.
Não que eu não goste da solidão. A propósito, há um bom tempo venho descobrindo as vantagens de manter algumas ideias intactas.
O próximo encontro não tem previsão certa de publicação. Preciso organizar minhas lembranças e estar suscetível às reflexões que delas surgirão. A verdade é que este não é o momento mais propício. (Pelo menos essa certeza!) hahaha
Mas, aí está, mais uma viagem da minha cabecinha! =)
Um abraço fraternal desejando dias mais tranquilos, porém produtivos;
E paz nos corações, luz nos projetos, cabeça aberta às mudanças e vida aos sentimentos!
=*
Este blog representa uma ferramenta que utilizarei para compartilhar as reflexões proporcionadas por valiosas experiências que vivo, e consequentemente troco. Tais experiências são caracterizadas por imprevisíveis encontros regados de diálogos cujos temas são, da mesma forma, surpreendentes.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Pequenos detalhes, incontáveis diferenças
Daltinho, unanimamente considerado uma figura ímpar. Foi com ele meu primeiro e memorável encontro no velho São Matheus de guerra. Uma surpresa tão digna quanto engraçada (pra não perder o costume). Na verdade, nunca consegui a façanha de me despedir dele sem dar umas boas risadas, por mais rápido que tenha sido o encontro.
Faz meses. Era uma sexta-feira, vinha direito da faculdade, estava em semana de prova. E a propósito, tinha acabado de enfrentar uma. Com dor de cabeça, fome, sono e o sempre presente, mas nem por isso indesejável calor. O suficiente para justificar a cara tão amarrada com que adentrei o ônibus e procurei logo a poltrona indicada na minha passagem, pra não ter que gastar mais energia com alguém que viesse me informar que ali era seu lugar. hueheuheheuheu
Minha poltrona era bem na frente. Logo sentei, nem observei os outros lugares e estava só esperando o ônibus sair da rodoviária para que o cobrador viesse conferir a passagem e eu pudesse tentar dormir. Isso aconteceu, mas não se completou. Mal tínhamos saído da rodoviária, uma pessoa sentou do meu lado. Eu nem olhei pro lado pra não dar nenhuma oportunidade de papo.
[...] Do breve e hilário cumprimento, completamente condizente com a expressão facial, até chegar ao nosso destino final, não houve mais silêncio. Não tive paz. Não consegui dormir. No entanto, extravazei as energias indesejáveis, pesadas e acumuladas. Conversamos sobre muitas coisas. Arrisco dizer que filosofamos. Os minutos passavam lentamente, e da mesma maneira se deu nosso papo. O tempo transcorreu como se estivesse a nosso favor, já que uma viagem tão corriqueira não tinha mais atrativos que a fizesse agradável.
Nos conhecemos bem melhor, conseguimos até falar sério! Pude perceber o quão inteligente ele é, o quanto é capaz de sentir e o quanto é forte. Mas não cabe aqui ficar citando minhas constatações, se ele nem tem conhecimento dos comentários que estou tecendo a seu respeito. E também a quem ler esse texto, isso muito pouco vai importar.
O diálogo além de me proporcionar autoconhecimento, me trouxe reflexões que renderam diversas pulgas atrás da orelha e invadiram cabelo adentro, pois que ainda povoam minha cabeça e volta e meia insistem em obter uma direção. Algumas coisas também pouco devem importar aos leitores, em especial quando forem extremamente pessoais, claro.
O que quero registrar, porém, servirá para alguma coisa. Mais uma vez tive a oportunidade de não me deixar abater por coisas tão menores que a graça de viver. É sempre assim quando nos encontramos com pessoas que exalam alto astral e não poupam palavras, por mais futeis que sejam, para fazerem os outros também rirem. Quão difícil é muitas vezes constatar isso! Na verdade, só reconhecemos o merecido valor do bem-estar quando não estamos nada bem. E ainda mais, são nesses momentos de transição que nos deixamos perceber o poder dos pequenos detalhes, a diferença que mínimos e simples gestos podem fazer na nossa vida.
Se deixar abater com facilidade só não faz mal pior porque é um processo naturalmente inerente à vida humana. É como numa roda gigante: muitas vezes numa irradiante felicidade, quase pedindo pra que o mundo pare ali, e quando menos se espera, láááá em baixo, lamentando para sair daquele lugar.
E assim continuamos... O que não se deve fazer é alimentar sentimentos depressivos, nem admitir a estagnação. Mas como dever, poder, e querer são verbos que precisam de muito esforço e perspicácia para que sejam conjugados corretamente, que bom que existem pessoas bem intencionadas, bem humoradas, bem situadas... Enfim, pessoas de bem!
Faz meses. Era uma sexta-feira, vinha direito da faculdade, estava em semana de prova. E a propósito, tinha acabado de enfrentar uma. Com dor de cabeça, fome, sono e o sempre presente, mas nem por isso indesejável calor. O suficiente para justificar a cara tão amarrada com que adentrei o ônibus e procurei logo a poltrona indicada na minha passagem, pra não ter que gastar mais energia com alguém que viesse me informar que ali era seu lugar. hueheuheheuheu
Minha poltrona era bem na frente. Logo sentei, nem observei os outros lugares e estava só esperando o ônibus sair da rodoviária para que o cobrador viesse conferir a passagem e eu pudesse tentar dormir. Isso aconteceu, mas não se completou. Mal tínhamos saído da rodoviária, uma pessoa sentou do meu lado. Eu nem olhei pro lado pra não dar nenhuma oportunidade de papo.
[...] Do breve e hilário cumprimento, completamente condizente com a expressão facial, até chegar ao nosso destino final, não houve mais silêncio. Não tive paz. Não consegui dormir. No entanto, extravazei as energias indesejáveis, pesadas e acumuladas. Conversamos sobre muitas coisas. Arrisco dizer que filosofamos. Os minutos passavam lentamente, e da mesma maneira se deu nosso papo. O tempo transcorreu como se estivesse a nosso favor, já que uma viagem tão corriqueira não tinha mais atrativos que a fizesse agradável.
Nos conhecemos bem melhor, conseguimos até falar sério! Pude perceber o quão inteligente ele é, o quanto é capaz de sentir e o quanto é forte. Mas não cabe aqui ficar citando minhas constatações, se ele nem tem conhecimento dos comentários que estou tecendo a seu respeito. E também a quem ler esse texto, isso muito pouco vai importar.
O diálogo além de me proporcionar autoconhecimento, me trouxe reflexões que renderam diversas pulgas atrás da orelha e invadiram cabelo adentro, pois que ainda povoam minha cabeça e volta e meia insistem em obter uma direção. Algumas coisas também pouco devem importar aos leitores, em especial quando forem extremamente pessoais, claro.
O que quero registrar, porém, servirá para alguma coisa. Mais uma vez tive a oportunidade de não me deixar abater por coisas tão menores que a graça de viver. É sempre assim quando nos encontramos com pessoas que exalam alto astral e não poupam palavras, por mais futeis que sejam, para fazerem os outros também rirem. Quão difícil é muitas vezes constatar isso! Na verdade, só reconhecemos o merecido valor do bem-estar quando não estamos nada bem. E ainda mais, são nesses momentos de transição que nos deixamos perceber o poder dos pequenos detalhes, a diferença que mínimos e simples gestos podem fazer na nossa vida.
Se deixar abater com facilidade só não faz mal pior porque é um processo naturalmente inerente à vida humana. É como numa roda gigante: muitas vezes numa irradiante felicidade, quase pedindo pra que o mundo pare ali, e quando menos se espera, láááá em baixo, lamentando para sair daquele lugar.
E assim continuamos... O que não se deve fazer é alimentar sentimentos depressivos, nem admitir a estagnação. Mas como dever, poder, e querer são verbos que precisam de muito esforço e perspicácia para que sejam conjugados corretamente, que bom que existem pessoas bem intencionadas, bem humoradas, bem situadas... Enfim, pessoas de bem!
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