Volta e meia me pego apreensiva, me cobrando sobre o compromisso que fiz comigo mesma de compartilhar aqui tudo aquilo que me desperte a necessidade de expulsar desse depósito multicolorido e supercarregado que é minha mente.
Pensar nas diligências que devo cumprir num futuro muito próximo tem sido a minha maior preocupação. Não me sinto revigorada pelas férias, preparada para enfrentar o novo ciclo que me aguarda. Bem verdade, não soube aproveitá-las da maneira mais saudável. Tenho poucas, mas consideráveis novidades. Mudanças bruscas, mas que não me tocam com a mesma profundidade de outras. O curioso é que, junto com tudo isso, a minha vontade mais constante é de me resguardar, me privar de exposições.
Apesar de as mudanças não me perturbarem, o fato é que, estar me ocultando, por mais incrível que pareça, não é contraditório. Não pra mim.
Os motivos pelos quais demorei pra voltar a postar algo aqui já foram explicitados, devidamente justificados pelas responsabilidades que inevitavelmente terei que assumir. Entretanto, tempo eu tenho. Quando realizamos aquilo que nos engrandece, que eleva a nossa auto estima e nos traz a sensação de utilidade, se valer do pouco tempo que resta dos compromissos, não implica, de maneira alguma, um sacrifício.
Só me resta reencontrar a parte do meu ser que por muitas vezes teve inestimável prazer em socializar, que tinha a comunicação como alimento indispensável ao bom relacionamento.
Talvez eu precise me reiventar. E quem sabe descobrir uma outra "qualidade" que me faça tão bem quanto a que agora me faz sentir tão estranha. Até que esta, para mim, indispensável, se resolva com as minhas confusões e aceite que agora só resta espaço para ser coadjuvante.
Não que eu não goste da solidão. A propósito, há um bom tempo venho descobrindo as vantagens de manter algumas ideias intactas.
O próximo encontro não tem previsão certa de publicação. Preciso organizar minhas lembranças e estar suscetível às reflexões que delas surgirão. A verdade é que este não é o momento mais propício. (Pelo menos essa certeza!) hahaha
Mas, aí está, mais uma viagem da minha cabecinha! =)
Um abraço fraternal desejando dias mais tranquilos, porém produtivos;
E paz nos corações, luz nos projetos, cabeça aberta às mudanças e vida aos sentimentos!
=*
Êta que essas férias deu uma mexidinha na gente, ne?! rs Acho que esse tempo só nosso é essencial. Não é se entregar a solidão...é só um momento sem ninguém para a gente se conhecer melhor. Uma introspecção que hoje em dia eu acho necessária cada um ter. Há pouco tempo que me vi assim.. me reservando mais.. e as coisas realmente fluíram!Gostei do post,Binha! Grande beijo :*
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